Vida ativa e hábitos saudáveis: construindo a qualidade do envelhecer.

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Saúde Física

Leia: O cuidado com o corpo

Por: Dra. Juliana Elias Duarte

Quando falamos em saúde, a primeira coisa que nos vem em mente é a nossa saúde física. Costumamos acreditar na ideia de que se nossa pressão é normal, não somos diabéticos e nossos últimos exames de sangue estão normais, nossa saúde está ótima.

Acontece que essa ideia sobre a saúde é extremamente superficial e leva as pessoas a se preocuparem apenas em descobrir e tratar possíveis doenças.

Precisamos ir muito além disso, precisamos viver de maneira saudável para prevenirmos doenças. Precisamos também entender que a saúde física depende muito dos nossos hábitos de vida, como a alimentação, o sono, o nosso grau de atividade física e outros, mas ela é resultado também da nossa saúde mental e emocional e da forma com que nos relacionamos com as outras pessoas e com o mundo.

As pessoas hoje buscam ter saúde se medicando em excesso. Um dos grandes problemas a serem enfrentados é esse consumismo atual refletido na relação da nossa sociedade com os medicamentos. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. Esse conceito de saúde foi criado em 1948 e deve sempre ser relembrado por todos e, principalmente, pelos profissionais de saúde e lideranças que ajudam outras pessoas a trilhar o caminho de uma vida saudável.

Citarei abaixo alguns pontos importantes que merecem ser reforçados para orientarmos melhor as pessoas quanto à saúde:

✔ estilo de vida saudável – hoje temos acesso a uma extensa literatura a respeito do estilo de vida saudável. É importante saber que, ao incentivarmos as pessoas em relação à melhoria de um hábito de vida, aumentamos a chance dessa pessoa, ao se sentir bem, ser estimulada a mudar outros hábitos. Para facilitar o entendimento a respeito dos hábitos de vida, foram definidos seis pilares que sempre devem ser analisados e contemplados nos planos de melhoria, são eles: alimentação, atividade física, sono, redução do estresse, controle de tóxicos e a socialização;

✔  rotinas e check-ups – é importante orientar as pessoas a respeito da necessidade de manter suas avaliações de saúde de rotina e check-ups em dia. A frequência dessas avaliações depende da idade e da saúde de cada um e pode ser definida por seu médico de referência;

✔  medicamentos – deve-se orientar as pessoas quanto ao risco da automedicação e do uso excessivo de vitaminas e fitoterápicos. Os medicamentos devem ser vistos como um instrumento para alcançarmos uma saúde melhor e só devem ser usados quando forem prescritos por um médico. 

É importante pensar e investir na saúde integral (física, mental e emocional) para todos. 

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INICIATIVA

Hoje, existem diversas iniciativas relacionadas ao estilo de vida saudável que estão acessíveis por meio de plataformas virtuais e redes sociais. Existem canais no YouTube e perfis do Instagram e Facebook que se dedicam à realização de exercícios físicos, meditação e orientação alimentar, por exemplo.

O Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida reúne diversos profissionais especialistas no assunto e no site https://cbmev.org.br/você poderá acessar informações e aprender ainda mais.

SAIBA MAIS

Abaixo, cito textos que ajudarão você a aprofundar um pouco mais seu conhecimento até aqui. 

?https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/colunistas/juliana-duarte/2020/01/07/noticias-saude,254621/cinco-dicas-para-se-chegar-aos-100-anos-de-idade-com-saude.shtml

?https://institutocpfl.org.br/evento/cafe-filosofico-cpfl-a-revolucao-da-longevidade-com-alexandre-kalache/

?https://www.mevbrasil.com/post/estilo-de-vida-saud%C3%A1vel-ap%C3%B3s-os-60-o-mundo-n%C3%A3o-est%C3%A1-preparado-e-voc%C3%AA

 

 

Saúde Mental

Leia: Reflexões sobre a saúde mental

Por: Dra. Juliana Elias Duarte

A saúde mental é inseparável da saúde de forma geral, basta observarmos que, quando estamos enfrentando uma doença, por mais simples e passageira que seja, ficamos mais frágeis ou sensíveis do ponto de vista psíquico. Enfrentar uma doença crônica e um tratamento mais desgastante pode ser um desafio à nossa saúde mental. 

Os transtornos mentais englobam um grande número de doenças e condições e, entre elas, podemos citar: a depressão, o transtorno de ansiedade, o transtorno bipolar, a demência, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, o transtorno obsessivo-compulsivo, a esquizofrenia, o transtorno pós-traumático e outros. 

Um problema de saúde mental comum nos 60+ são as demências. É importante que as pessoas que auxiliam nos cuidados ou que orientam essa população estejam atentas em relação a isso e saibam identificar quando o esquecimento apresentado por determinada pessoa deve ser um motivo real de preocupação.

É importante sabermos também que é possível melhorar nossa saúde mental e prevenir muitos casos de demência. 

Os esquecimentos que devem, de fato, nos gerar preocupação, são aqueles que têm algumas características ou sinais de alerta, como: 

✔ o esquecimento está cada vez pior — “Dra, pode acreditar, dois meses atrás ela sabia o nome de todos os netos”;

✔ o esquecimento começa a interferir na vida da pessoa — “não, Dra Juliana, ele não consegue mais fazer compras sozinho, ele sai para comprar uma coisa e compra outras”;

✔ o esquecimento vem acompanhado de outras alterações nas funções do cérebro, como a orientação — “ele sempre rodou a cidade inteira de carro, semana passada ele estava a um quarteirão de casa e não sabia onde estava”.

Esses esquecimentos que devem gerar preocupação podem ser causados por demências, como a Demência de Alzheimer, mas podem também não ser. Vários problemas de saúde podem causar esquecimento, desatenção e desorientação. A depressão é um exemplo de doença que pode piorar muito o funcionamento cerebral. Até mesmo uma infecção urinária em uma pessoa idosa pode causar confusão mental temporariamente.

Os esquecimentos “benignos” não precisam causar maiores preocupações. A não ser que  eles se prolonguem ou causem sofrimento, não requerem avaliação especializada. Já o esquecimento com as características citadas como sinal de alerta devem ser avaliados e acompanhados por um médico especialista.

Hoje, sabemos que até 40% dos casos de demência podem ser prevenidos por meio da melhoria de hábitos, cuidado com a audição, nos envolvendo em atividades que estimulam o cérebro, por meio do controle adequado das doenças, como a hipertensão, o diabetes e a obesidade, e por meio dos cuidados com a saúde emocional e da socialização.

Estar sempre atento à saúde integral (física, mental e emocional) é importante para todas as lideranças que desejam atuar na causa da longevidade. 

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INICIATIVA

Uma iniciativa de peso no que diz respeito às demências é a ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer). A ABRAZ busca apoiar de diversas formas os portadores dessa condição, seus familiares e cuidadores. 

Você encontrará mais informações no site da ABRAZ https://abraz.org.br/2020/

 

SAIBA MAIS

Deixo aqui recomendados dois textos para aprofundar seus conhecimentos no assunto. Vamos em frente!

? https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2019/11/19/noticias-saude,253285/quando-o-esquecimento-vira-um-sinal-de-alerta.shtml

? https://pebmed.com.br/demencia-por-que-prevenir-e-mais-eficiente-do-que-tratar/

 

Saúde Emocional

Leia: Saúde emocional: construindo o bem-estar

Por: Dra. Juliana Elias Duarte

A saúde emocional corresponde à capacidade de controlar as funções psíquicas, ou seja, a capacidade de administrar as próprias emoções, resultando, dessa forma, em um sentimento de bem-estar. 

Com o passar dos anos, é natural haver um número maior de situações que nos causarão tristeza. A chance de uma pessoa chegar aos 80 anos já tendo perdido familiares e amigos, já tendo experimentado decepções e fracassos e tendo recebido algum diagnóstico de uma doença crônica é muito maior do que a chance dessas situações acontecerem aos 30 anos. 

Por isso, as pessoas mais velhas precisam ter uma rede de apoio para se fortalecerem e vencerem essas tristezas. É importante também investir no autocuidado, que as auxiliarão na tarefa de se adaptar e de recomeçar diante dos obstáculos.

Todos os profissionais de saúde e lideranças envolvidas na saúde das pessoas idosas precisam entender e estar atento aos sintomas da depressão e ansiedade nos 60+. A tristeza, a angústia, a ansiedade, a dificuldade em experimentar prazer nas atividades anteriormente prazerosas, a falta de sono ou o excesso dele, a falta de apetite, a dificuldade em raciocinar e a piora da memória são alguns exemplos de formas que a depressão pode se manifestar após os 60 anos. 

É necessário também orientar as pessoas em relação à melhoria de sua saúde emocional e a como prevenir problemas como ansiedade e depressão. É possível melhorar a saúde emocional por meio de um cuidado atento com a saúde como um todo. 

É possível se proteger da depressão e da ansiedade buscando um estilo de vida ativo, tanto do ponto de vista das atividades que trabalham o corpo quanto se envolvendo em outras estimuladoras da mente, como a leitura, o trabalho, as viagens ou, ainda, incluindo a arte e a cultura na vida. Conviver e se relacionar com outras pessoas também é importante para a prevenção da depressão. 

Diversas outras atividades relaxantes e que melhoram a atenção e o bem-estar, como a meditação e a ioga, têm efeito benéfico comprovado para a saúde emocional. Para evitar a depressão também é importante dormir bem, se alimentar de forma saudável e, claro, reservar tempo na vida para fazer as coisas que realmente gostamos e que nos trazem prazer.

Você que é líder tem um papel fundamental na orientação dos 60+ e pode apoiá-lo nesse caminho para uma vida mais saudável e ter mais saúde de maneira integral.

Durante o período de isolamento social houve um aumento na prevalência dos problemas emocionais entre os mais velhos, mas houve também a oportunidade de serem desenvolvidas diversas formas de apoio a essa população em relação à sua saúde mental.

Hoje, existem desde cursos de meditação oferecidos online até tratamentos psicoterápicos sendo realizados nas plataformas virtuais, e isso trouxe mais acesso a uma gama de serviços e muita oportunidade de cuidar da nossa saúde mental.

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INICIATIVA

Lian Gong em 18 terapias: prática chinesa composta por exercícios que podem ser praticados em qualquer lugar e que ajudam a aliviar dores, estresse, melhorar o humor e a disposição, dentre outros benefícios. Procure saber se na sua cidade já existe esta prática.

SAIBA MAIS

Abaixo, cito textos que ajudarão você a se aprofundar um pouco mais no assunto. Mãos à obra!

? https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2019/11/05/noticias-saude,252835/depressao-uma-doenca-silenciosa-nos-idosos.shtml
https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/colunistas/juliana-duarte/2020/02/24/noticias-saude,256213/qual-e-a-relacao-da-felicidade-com-a-idade.shtml

 

Autonomia e Independência

Leia: A importância da autonomia e independência

Por: Vanessa Biscardi

A forma como cada pessoa envelhece é singular e relacionada a muitos fatores. Podemos citar genética, condições sociais e econômicas, hábitos de vida e fatores culturais. Saúde não se trata simplesmente da ausência de doenças. Por isso, funcionalidade, autonomia e independência são aspectos importantes para a longevidade saudável. Vamos entender cada um deles!

FUNCIONALIDADE: capacidade de realizar as atividades de vida diária. Como tomar banho, comer, vestir, ir ao banheiro, deslocar-se de um lugar para outro e controlar os esfíncteres, etc. 

A avaliação da funcionalidade é muito utilizada para planejar tratamentos e cuidados necessários às pessoas idosas. Ela está relacionada à autonomia e à independência. Ou seja, à capacidade de gerir a própria vida e de cuidar de si, mesmo tendo algum adoecimento.

AUTONOMIA: é o autogoverno, a capacidade de tomar decisões, estabelecer e seguir suas próprias regras. Para que a autonomia possa ser exercida, é necessário que estejam preservados o humor e a cognição. Essa última é a habilidade de lidar com diferentes estímulos e informações, manter a atenção e recorrer à memória. Sempre que possível, ela deve ser estimulada e respeitada, mesmo que a pessoa se encontre total ou parcialmente dependente para executar as ações. Por exemplo, um idoso que, após um Acidente Vascular Cerebral (derrame), apresenta limitação em sua mobilidade e precisa de ajuda para tomar banho mas consegue decidir o horário, de que modo realizar a higiene do seu corpo, a roupa que prefere vestir. Ou seja, é uma pessoa dependente, mas que tem autonomia.

INDEPENDÊNCIA: capacidade de realizar algo com os próprios meios, de executar as atividades de vida diária, sem a ajuda de outra pessoa. Para que a independência possa ser vivida, é necessário que as funções relacionadas à mobilidade e à comunicação estejam preservadas. Ela pode ser incentivada e apoiada, mesmo quando a autonomia se apresenta prejudicada. Imagine uma pessoa diagnosticada com Alzheimer que tem dificuldade para planejar o seu banho sozinha, mas consegue executá-lo com orientações de alguém. Essa pessoa tem a autonomia comprometida, mas é independente.

A capacidade de tomar decisões (autonomia) e executá-las (independência) pode ser impedida por adoecimentos físicos e mentais, além de restrições econômicas e educacionais. Além disso, diante de situações de dependência, a autonomia da pessoa idosa é desconsiderada. Ou seja, se ela não é parcial ou totalmente capaz de executar uma ação, é considerada incapaz de decidir. Tal observação ocorre tanto no contexto familiar como no institucional. A principal consequência disso é o desenvolvimento de atitudes negativas, que prejudicam o bem-estar físico, mental e emocional dessas pessoas.

A condição de dependência é um dos mais frequentes medos relatados por pessoas 60+. Dar suporte e incentivo à manutenção da funcionalidade, pelo maior tempo possível, é uma meta a ser alcançada na atenção à saúde da pessoa idosa. 

Veja com as pessoas com quem você trabalha o que elas fazem para manter a sua autonomia e independência.

Discuta com elas sobre isso.

Utilize o “saiba mais” abaixo para ajudar nessa conversa.

 

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INICIATIVA

Programa Envelhecimento Ativo UFMG: www.envelhecimentoativoufmg.com.br 

Terapeuta ocupacional Cecília Xavier – Canal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCrTz6mhTUx_weCpP-8ULbCQ

Avós da razão – Gilda, 80 anos, Helena, 93 e Sonia, 84, criadoras de conteúdo em @avosdarazao no Instagram

SAIBA MAIS

Materiais

Cartilha sobre envelhecimento ativo e saudável da secretaria de saúde de Tocantins:  https://central3.to.gov.br/arquivo/40263

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