A educação ao longo da vida e o engajamento social, considerando a diversidade presente na longevidade.

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Educação

Leia: Educação para longevidade

Por: Helena Queiroz

A aprendizagem é fundamental em qualquer período da vida. Parafraseando Dr. Alexandre Kalache, precisamos fazer uma revolução na educação para a longevidade. Essa revolução acontece nas escolas, em casa, no trabalho ou nos grupos sociais ao longo do curso da vida. 

De acordo com a UNESCO, a educação ao longo de toda a vida se baseia em quatro pilares: 

✔  aprender a conhecer — aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida;

✔  aprender a fazer —  adquirir uma qualificação profissional e competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações; 

✔  aprender a viver juntos — desenvolver a compreensão do outro e a percepção das interdependências;

✔  aprender a ser — desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com autonomia. 

Mas o que é educação para a longevidade? 

Nos damos conta que estamos envelhecendo e vivendo mais, mas que não fomos educados e preparados para a nossa longevidade. Nesse contexto, a Rede Longevidade nos auxilia no sentido de promover uma reflexão sobre diversos temas importantes para nos educarmos nesta busca constante de envelhecer bem e com qualidade de vida. 

Pensar em educação para a longevidade é:

✔  refletir como posso cuidar melhor da minha saúde física e mental; 

✔  pensar como posso aprimorar minha espiritualidade;

✔  pensar como posso buscar novas chances no mercado de trabalho;

✔  pensar como posso exercer meu trabalho voluntário;

✔  pensar nas diversas oportunidades de buscar novos conhecimentos;

✔  pensar como aprendemos com a troca de vivências e experiências com os nossos relacionamentos;

pensar como nos beneficiamos quando conhecemos a rede de parceiros em nosso entorno.  

Como proporcionar essa educação para as pessoas idosas? 

Ela pode acontecer tanto presencialmente quanto à distância. Seja em qualquer uma das situações, você, que exerce uma liderança social, pode promover e incentivar o seu público idoso nesta busca constante de aprendizado.

 

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INICIATIVA

O Projeto “Inspira”, criado em 2016 pela Rede Longevidade, tem como objetivo promover a educação para a longevidade para mulheres idosas da Região Leste de Belo Horizonte. São realizadas rodas de conversa com as participantes para refletir sobre temas como: tecnologia, relações sociais, saúde física, saúde mental, espiritualidade, direitos e deveres,  entre outros, sempre estimulando a autonomia e o protagonismo dessas mulheres.

 

EVI — Educação Para a Vida:  aplicativo criado pela  Rede Longevidade como forma de disponibilizar conteúdos para a longevidade. Os conteúdos estão organizados em três tipos de jornadas de conhecimento: para o público 60+, para os profissionais e para a família. 

SAIBA MAIS

Rede Longevidade, disponível em: www.redelongevidade.org.br

Os quatro pilares da Educação. Construir notícias. Edição 61. Espaço Pedagógico. 2011. (Não paginado). Disponível em: https://www.construirnoticias.com.br/os-quatro-pilares-da-educacao/

ILC-BRASIL. (Centro Internacional de Longevidade Brasil). Envelhecimento Ativo: Um Marco Político em Resposta à Revolução da Longevidade. Rio de Janeiro: Julho de 2015. Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-Brasil). Disponível em: 

https://ilcbrazil.org/portugues/wp-content/uploads/sites/4/2015/12/Envelhecimento-Ativo-Um-Marco-Pol%C3%ADtico-ILC-Brasil_web.pdf

 

Engajamento

Leia: Engajamento social

Por: Carla Santana

Protagonismo significa ser o personagem central de uma trama, o ponto focal em que todo o enredo se desenrola. É estar no centro! Os desafios e oportunidades que a longevidade traz têm que estar relacionados às ações realizadas pelos mais velhos, para eles ou sobre eles. Nada para eles, sem eles! 

Todos temos de poder envelhecer com oportunidades de trabalho, qualidade de vida e vida plena. Com conforto para morar, trabalhar, ter lazer, cuidar da saúde e de suas próprias coisas. Segurança para viver bem em casa e na cidade e acessar os serviços importantes para a vida de qualquer pessoa.

Pensando assim, a nossa atenção deve se voltar para esse lugar do “centro” no qual as nossas ações devem os conduzir. Um passo primordial é conhecer os direitos previstos no Estatuto do Idoso. Ele, por si só, já é um passo para fazer valer essa conquista de ter chegado a esta idade. O Estatuto é a lei que resguarda o direito à educação, ao trabalho, ao cuidado, à participação social, à saúde, ao lazer, dentre outros aspectos. 

Os idosos têm enfrentado grandes dificuldades na proteção de seus direitos. Têm sofrido violência muitas vezes pelo simples fato de ser uma pessoa idosa. Também por apresentar fragilidade em sua condição física ou mental que a coloca em situação vulnerável. Momento em que essa condição deveria ser compreendida e respeitada como relacionada ao ciclo de vida. Contudo, os golpes, as dívidas em seus proventos e a violência patrimonial têm sido constantes. As pessoas idosas têm sofrido violação das mais variadas formas. Violência muitas vezes ocorridas nas relações de cuidados ou quando são colocadas em situação vexatória e de exposição. A violação ainda contempla violência psicológica, física, sexual, abandono, negligência, dentre outras.

Voltando ao “centro” da cena para garantir um melhor enredo para essa trama de vida inteira, é preciso um maior engajamento. Além disso, participar daquilo que diz respeito a você diretamente como agente formador e como pessoa. Mobilizar os atores desse cenário é também levá-los a compreender o ecossistema da longevidade. Ou seja, tudo o que está no entorno da pessoa idosa que possa facilitar e permitir uma vida melhor. Isso diz respeito aos serviços, programas e projetos voltados ao bem-estar e à saúde. Ao conhecimento e acesso aos benefícios sociais, aos recursos de proteção social ao idoso, que depende financeiramente dos seus familiares. Ao apoio financeiro que possa vir da geração de renda e prevenção da dependência financeira da pessoa na velhice. Dos serviços e programas que apoiam a família no cuidado, acolhem os idosos vulneráveis e fortalecem o vínculo com a comunidade. São muitas as possibilidades de participar para se engajar em mudanças. Além disso, garantir um bom presente e um futuro melhor às gerações que envelhecem. 

Como líder, você deve levar o seu grupo e a sua comunidade ao “centro”! Converse com eles sobre o Estatuto, sobre as formas de participação e sobre como estão sendo protagonistas da própria vida. 

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INICIATIVA

Velhices Cidadãs: movimento social criado para combater o idadismo, a discriminação e promover um envelhecimento digno e saudável. Para conhecer mais, acesse o Instagram e conheça o material:  @velhices_cidadas

 

SAIBA MAIS

Cordel do Estatuto do idoso, de Cícero Maranhão. Disponível em Cordéis do Cícero do Maranhão: CORDEL DO ESTATUTO DO IDOSO (cicerodomaranhao.blogspot.com) 

Estatuto do idoso. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, Edição comemorativa 15 anos, 2018. Disponível em Projeto_Estatuto_Idoso Indesign CC_.indd (www.gov.br). 

SESC IDEIAS – Não enxergamos, mas é: violência contra a pessoa idosa. Disponível em: https://youtu.be/k0J91cJKlKs

 

Diversidade

Leia: Diversidade

O Movimento ELUS (Educação em Longevidade Unindo a Sociedade), iniciativa da Rede Longevidade, será lançado no Brasil no Expo Fórum Longevidade 2022 em 30 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. A proposta da articulação é criar um pacto social pela educação em longevidade no país. .

O painel de apresentação, que acontece às 11h50,  contará com a  participação de Mona Rikumbi, Mariza Tavares, Vera Ronzella, Viviane Bellini e Luiza Helena Trajano (homenageada do ano no Prêmio Pró-Longevidade, promovido pela Rede Longevidade). 

 

A Revolução da Longevidade é uma realidade global e tem repercutido em diferentes dimensões da vida humana: da economia à cultura, passando pela saúde e entretenimento nada escapa ao impacto da longevidade. O Brasil, que está entre as nações que mais rapidamente envelhece, já possui mais avós do que netos, ou seja, há mais pessoas com mais de 60 anos do que adolescentes até 14 anos de idade. Para dar visibilidade à nova realidade demográfica, trazer novas reflexões e debater a educação, a Rede Longevidade lançará o Movimento ELUS – Educação em Longevidade, Unindo a Sociedade em 30 de setembro, às 11h50, na Expo Fórum Longevidade 2022.  

 

De acordo com Michelle Queiroz Coelho, diretora-executiva da Rede Longevidade e idealizadora do movimento, a proposta é que o ELUS articule a participação de representantes de diferentes idades, gêneros, raças, pessoas com deficiência e do universo LGBTQIAP+ em torno de iniciativas em prol da educação em longevidade. “A longevidade é a causa das causas, justamente porque envolve a construção no curso da vida e demanda uma abordagem que une diferentes gerações que representam vários tons da diversidade de gênero, raça, pessoas com deficiência e o universo LGBTQIAP+. Nesse contexto, acreditamos ser possível, por meio de soluções educativas simples e práticas, estabelecer uma nova relação mais harmoniosa e equilibrada com esse aumento da expectativa de vida. Envelhecer e viver mais tempo nessa fase da vida demanda um novo pacto social e requer um novo olhar para a educação ao longo da vida”, salienta.

O encontro será conduzido por Michelle Queiroz e pela host Mariza Tavares, jornalista, autora do livro “Longevidade no cotidiano: a arte de envelhecer bem” e autora do blog Longevidade: Modo de Usar, do G1. No palco, vozes da diversidade como Mona Rikumbi (ativista, artista e primeira mulher negra cadeirante a dançar no Teatro Municipal de São Paulo); drag queen Vera Ronzella (criada pelo artista Alexandre Santucci para trazer a representatividade da terceira idade); Viviane Bellini ; e a empresária Luiza Helena Trajano, homenageada de 2022 no Prêmio Pró-Longevidade, promovido pela Rede Longevidade.  

 

Saiba mais em: https://redelongevidade.org.br/elus

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